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sexta-feira, 23 de abril de 2010

O vulcão Eyjafjallajökull da Islândia


O vulcão de 1666 m de altura começou a ter uma actividade eruptiva mais frequente a partir da última idade do gelo. A penúltima erupção ocorreu em 1821-23, provocando um jökulhlaup (literalmente, "corrida glaciar") fatal, sendo que a ultima se iniciou a 21 de Março de 2010 e ainda decorre. A cratera do vulcão tem um diâmetro de 3 a 4 km. O glaciar Eyjafjallajökull que cobre o vulcão estende-se por cerca de 107 km².

O limite sul da montanha fez, no passado, parte da costa atlântica. Com a regressão marítima, formaram-se penhascos inclinados que originam hoje em dia um conjunto impressionante de quedas de água, sendo a mais conhecida a de Skógafoss. Se houver vento forte, a água das cascatas menores é levada pela montanha acima pelo ar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Datação relativa das rochas

A datação relativa estabelece a ordem pela qual as formações geológicas se constituíram no lugar onde se encontram. A estratigrafia, é assim, o ramo da Geologia que estuda as rochas sedimentares e as suas relações espaciais e temporais.
O estudo dos fósseis permite essa mesma datação relativa, baseando-se em diferentes princípios.

Principio da sobreposição - Numa série de estratos, qualquer estrato é mais recente do que os estratos que estão abaixo dele e mais antigo do que os estratos que a ele se sobrepõem. Por vezes, surgem superfícies de descontinuidades onde ocorreram eliminação de determinados estratos, devido, por exemplo, à erosão.


Fig.1 - Princípio da sobreposição (estratos horizontais).

Princípios da continuidade lateral - Os estratos podem ser tanto mais espessos como menos espessos, consoante as condições de sedimentação do local. Isto permite datar, em colunas estratigráficas de dois lugares afastados, sequências de estratos idênticas (desde que as sequências de deposição sejam semelhante).

Fig. 2 - Princípio da continuidade lateral.

Principio da identidade paleontológica - Estratos pertencentes a colunas estratigráficas diferentes e que possuam conjuntos de fósseis semelhantes têm a mesma idade relativa. Nesta datação, são importantes os fósseis de idade. São bons fósseis de idade aqueles que tiveram um curto período de vida, mas que tiveram uma grande expansão geográfica.

Fig. 3 - Principio da Identidade Paleontológica.

Principio da intersecção e da inclusão - O princípio da intersecção diz que qualquer estrutura que intersecte vários estratos se formou depois deles, logo, é mais recente. O princípio da inclusão refere que os fragmentos de rocha incorporados num dado estrato são mais antigos do que ele.

Fig. 4 - Princípio da inclusão.


Fig. 5 - Princípio da intercecção.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Fósseis de lémures esclarecem origem e evolução do VIH

Peritos do Texas descobrem que um retrovírus da família do vírus da sida foi integrado no genoma dos lémures de Madagáscar há 4,2 milhões de anos.



Um retrovírus da família do vírus da sida (VIH) foi integrado no genoma de várias espécies de lémures há 4,2 milhões de anos, segundo Cédric Feschotte, da Universidade do Texas. A descoberta pode ajudar a perceber como estes organismos evoluem, explica o cientista.




Com base nos fósseis de várias espécies de lémures da ilha de Madagáscar, os investigadores chegaram ao que acreditam ser o ADN de uma forma primitiva destes lentivírus - um género onde se incluem os retrovírus.



Analisando depois a sua evolução, a equipa de Cédric Feschotte concluiu que estes vírus acabaram por ser integrados nos cromossomas das células hospedeiras, sendo eventualmente assimilados como parte do material genético dos lémures. Isso aconteceu porque o processo repetiu-se vezes sem conta ao longo da evolução destes mamíferos.



Até agora, pensava-se que este processo era extremamente raro para os lentivírus, um grupo difícil de perceber, que infecta várias espécies de mamíferos.



Os cientistas esperam agora que a análise e caracterização do lentivírus extinto permita avançar bastante no conhecimento que temos da biologia destes organismos, incluindo do VIH.

quinta-feira, 25 de março de 2010

As rochas sedimentares e os fosseis

Cerca de 3/4 da Terra são cobertos por rochas sedimentares que revestem partes dos continentes e dos fundos oceânicos. No entanto, estas formam apenas um película superficial sobre as rochas magmáticas e metamórficas que constituem a maioria do volume rochoso crustal.

Os sedimentos, precursores das rochas sedimentares, encontram-se na superfície terrestre resultantes de fenómenos de meteorização e erosão de rochas pré-existentes assim como de restos orgânicos. Assim são constituídos maioritariamente por areias, siltes e conchas de organismos. Estes primeiros, formam-se à medida que a meteorização vai fragmentando as rochas da crosta, sendo posteriormente transportados pela erosão.

Processos sedimentares:









A água e o vento são os principais agentes de transporte de sedimentos. Quando estes agentes perdem a capacidade de transportar, devido a uma diminuição da velocidade, ocorre a sedimentação.

Com o continuar da sedimentação, os sedimentos dispostos nos estratos inferiores são compactados (diminuição de volume) e cimentados (precipitação de minerais novos em torno das partículas depositadas, colando-as). Ao conjunto de processos que transformam os sedimentos em rochas sedimentares consolidadas dá-se o nome de diagénese.


Os ambinetes sedimentares mais comuns:



Os sedimentos e as rochas sedimentares são caracterizados pela presença de estratificação - que resulta da formação de camadas paralelas e horizontais, pela deposição contínua de partículas no fundo de um oceano, de um lago, de um rio ou numa superfície continental.

Uma outra caracterísitica das rochas sedimentares é a sua ordenação temporal. Assim numa sequência de estratos que não tenha sido modificada da sua posição original, um estrato é mais antigo do que aquele que está por cima, e mais recente do que o que está por baixo - Princípio da sobreposição.

A estratificação das rochas sedimentares e o príncipio da sobreposição:



É quando se dá a deposição de sedimentos que ocorre o enterramento de organismos que poderão originar fósseis. Nos casos em que ocorre boa preservação das evidências orgânicas, reunem-se geralmente quatro condições:

- enterramento rápido;

- com sedimentos finos;

- em ambiente marinho;

- o organismo contém partes duras.

sábado, 6 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

NOVOS TIPOS DE DIAMANTES ENCONTRADOS EM METEORITO



Investigadores descobriram acidentalmente este material quando poliam pedaços do Haverö


foram descobertos dois novos tipos de diamantes mais duros do que que se formam na Terra. A equipa de investigadores encontrou este tipo de material no meteorito Haverö, que caiu na Filândia há 39 anos. O estudo foi publicado na revista "Earht and Planetary science Leters".

Este achado acidental aconteceu quando a equipa, dirigida por Tristán Ferroir, da Universidade de Lyon (frança), estava a polir o pedaço do meteorito com parte de diamante.

Durante o polimento do meteorito, os invertigadores encontraram pontos carregados de carbono sobre a superfície. Estas zonas revelaram-se mais duras do a pasta que estavam a utilizar.

O invertigador explicou que quando ocorre um impacto, as camadas dos asteróides podem formar zonas muito resistentes na superficie.

Portanto o que aconteceu com o Haverö foi que as camadas de grafite devem ter aquecido o suficiente para criar laços entre elas, que é exatamente a fórmula que se utiliza para a produção de diamantes.

A equipe analisou os cristais com instrumentos de alta presão o que permitiu confirmar que se tinha encontrado um novo polimero de carbono, assim como um tipo de diamante que se procurava há décadas mas que nunca se tinha encontrado na natureza.
Esta amostra é mais dura do que os diamantes regulares. No entanto devido ao seu tamanho diminuto, não pode ser comparada aos diamantes ultra duros que se fabricam artificialmente. ainda assim os cientistas acreditam que a descoberta pode ajudar a criar diamantes artificiais ainda mais duros.



sábado, 27 de fevereiro de 2010

O mais recente Sismo do Chile

Ocorreu em 27 de fevereiro de 2010 às 6h34m14s, com a magnitude 8,8 na escala de richter.
O seu epicentro foi no mar ao largo de Maule,a cerca de 90 km a nor-noroeste de Chillán e 115 km a nor-nordesde de Concepción, a maior cidade costeira chilena. Eram 3.34 da madrugada, hora local e teve uma duração entre 10 a 30 segundos.O hipocentro está localizado a 35 km de profundidade, sendo por isso um sismo superficial.